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Sintomas da febre amarela podem ser confundidos com virose


Fonte: Imprensa Anhanguera



Santa Catarina não registra casos de febre amarela desde 1966, e o Rio Grande do Sul desde 2009. Porém, a vacinação contra a doença é indicada para a população do dois estados que integram as áreas de risco. Além da comunidade residente nestes municípios, a vacinação é recomendada para as pessoas que viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata. A vacina está disponível nos postos de saúde.

De acordo com a docente do curso de Enfermagem da Anhanguera de São José, Adriana Rufino Moreira, os sintomas da doença podem ser confundidos com virose. “A febre amarela apresenta os mesmos sintomas da dengue, chikungunya, do zika vírus, meningite e também da gripe. Os sintomas são mal-estar, febre e dor no corpo. Após os primeiros sintomas, a doença vai se definindo, por isso, o diagnóstico é complicado. A doença é confirmada somente com o diagnóstico sorológico”, diz.

O docente do curso de Enfermagem da Anhanguera de São José, Thiago Corrêa, reforça que o principal cuidado é a imunização. “A vacina deve ser aplicada 10 dias antes de uma viagem para as áreas de risco. É contra indicada para gestantes, pacientes com HIV, em tratamento de câncer e transplantados, e pessoas alérgicas à gema do ovo”, explica.

Já para a docente do curso de Farmácia da Anhanguera de Caxias do Sul, Evanise Oliveski dos Santos Visentini, os sintomas da doença podem ser leves e regredir, ou evoluir para complicações graves e até levar à morte. “A pele e os olhos do doente adquirem um tom amarelado, acompanhado de febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, fortes dores musculares, cansaço, vômito e diarreia. São sinais que surgem de repente, em geral, de três a seis dias após a picada do inseto. Casos com evolução, com icterícia progressiva, hemorragias, comprometimento dos rins, fígado e pulmão, problemas cardíacos, convulsões e delírios podem levar à morte”, explica.

A especialista reforça que combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma forma de evitar surtos da doença nas áreas urbanas. “É importante eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos, e usar repelentes de insetos no corpo e nas roupas para evitar as picadas. Também é importante que os municípios fiquem atentos a mortes de macacos nestas áreas, pois eles são os principais hospedeiros da doença (ajudam na detecção da circulação do vírus), já que a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em determinada região. O que permite que a população seja vacinada antes da proliferação da doença em seres humanos. Mas, é importante reforçar que o animal não é responsável pela transmissão da doença, e sim ajuda na descoberta da mesma”, pontua.

O possível surto da doença no Brasil não está descartado. “Nas áreas urbanas há um grande número de mosquitos Aedes aegypti, que também transmite a febre amarela”, diz. Segundo Thiago Corrêa, combater o mosquito aedes aegypti nas cidades é uma forma de evitar surtos da doença nas áreas urbanas."

Para a Organização Mundial da Saúde, o Brasil passa pelo maior surto da doença desde 1980. No país, o vírus é transmitido por mosquitos silvestres que circulam apenas em regiões de mata, desde 1942 não há registros de transmissão pelo mosquito aedes aegypti e zika vírus. “O Ministério da Saúde afirma que o risco de reurbanização da febre amarela é muito baixo, ainda mostra que a infestação de aedes não corroborou com o aumento dos casos de febre amarela, uma vez que o seu aumento se deu em áreas não urbanas”, completa Adriana Rufino Moreira.





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